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Adriane Neves
Minha árvore com seus galhos poéticos.
Textos

Ou
Eu me sentia injustiçada
Todas as vezes que o despertador
Arrancava minha mão direita
Dos seus seios
E puxava o punho do meu braço
Esquerdo da profundeza dos seus cabelos
E como covardemente arrancava minhas coxas das suas coxas
E por viver assim
Sempre sendo arrancado de algum lugar
Como poderia sair por aí
Desejando bom dia
Ou feliz por ter deixado de enroscar o nascer do dia em você
Ou ficar arrochelando em outros
Na fila do almoço, ônibus, banco
Gastar litros e litros de água
Para purificar meu corpo
E voltar para a melhor parte do meu dia
Que a única decepção era
Ouvir o seu pontual tic tac
Adriane Neves
Enviado por Adriane Neves em 04/12/2018
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