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Adriane Neves
Minha árvore com seus galhos poéticos.
Textos

Muita fome
A fome me confunde muito
Ela fica com tanta vontade de algo
Que deserta outro lugar
E a vontade some
Porque fica apenas ecoando
No grande espaço farto que ela deixou
Ela deixa as mãos trêmulas
Os lábios secos
Desampara
E quando chega algo para alimentá-la
Ela quer forrar até as paredes estomacais
Ou apenas esvaziar o que está cheio
O excesso da fome
Desacredita de quem serve de bandeja
Com carinho a refeição
Mesmo que seja apenas
Um clube social
Ou uma torta companhia
Quando joga a fome
Para um lado
Mata o outro
E entre tantos falecimentos
Me recordo
Que gosto mesmo é da fome liquida
Esta, molha os lábios
Sorrisos
As palavras fazem sentido
Se deixar, o corpo dança
Se deixar
Até a alma se sacia
Adriane Neves
Enviado por Adriane Neves em 24/01/2019
Alterado em 24/01/2019
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